Polícia Federal abre apuração preliminar sobre suposta interferência de aliados de Donald Trump nas eleições brasileiras Investigação foi instaurada após pedido formal da Advocacia-Geral da União e está sob a responsabilidade da Diretoria de Inteligência do órgão, embora ainda não constitua um inquérito formal. A Polícia Federal (PF) deu início a uma apuração preliminar para investigar suspeitas de interferência do governo dos Estados Unidos, durante a gestão de Donald Trump, nos processos eleitorais brasileiros. A medida foi adotada após um pedido formal encaminhado pela Advocacia-Geral da União (AGU), que solicitou o escrutínio das informações disponíveis sobre o caso. De acordo com o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, o caso já está sob a análise e o rastreio da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal. No entanto, o dirigente esclareceu que a apuração atual tem caráter preliminar e que, até o momento, ainda não foi instaurado um inquérito policial formal para investigar o teor das denúncias no âmbito criminal. A solicitação da AGU ocorreu em meio a debates e desdobramentos diplomáticos e políticos envolvendo as relações entre Brasil e Estados Unidos, além de questionamentos sobre a atuação de atores estrangeiros em pleitos nacionais. O pedido busca esclarecer se houve qualquer tipo de ação coordenada ou tentativa de influência externa nas eleições brasileiras por parte de representantes ou aliados da administração norte-americana da época. Como o procedimento está concentrado na área de inteligência da Polícia Federal, os investigadores realizam o levantamento de dados, cruzamento de informações e análises estratégicas para verificar a procedência e a gravidade dos fatos relatados. A partir dos resultados obtidos nesta fase inicial, a direção do órgão decidirá se há elementos suficientes para a abertura de um inquérito formal, instrumento que permitiria o aprofundamento das diligências e a oitiva de eventuais envolvidos. A iniciativa reforça a atenção dispensada pelas instituições brasileiras à soberania nacional e à integridade dos processos democráticos, especialmente diante de suspeitas de ingerência internacional. A Polícia Federal informou que continuará avaliando o caso com base nos protocolos técnicos da corporação, enquanto novos desdobramentos dependem do avanço das análises conduzidas pela Diretoria de Inteligência.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







