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Tribunais distribuem urnas e preparam sessões para eleição

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Tribunais distribuem urnas e preparam sessões para eleição

Logística das Eleições 2024: Tribunais distribuem mais de 560 mil urnas e preparam seções para votação Na véspera do primeiro turno, tribunais regionais mobilizam forças de segurança e transporte público para garantir que os equipamentos cheguem aos locais de votação com total segurança e auditabilidade. A reta final para o primeiro turno das eleições mobiliza os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de todo o país neste sábado, véspera do pleito, com a distribuição e a preparação de mais de 560 mil urnas eletrônicas para os locais de votação. Os equipamentos estão sendo posicionados nas seções eleitorais e mantidos sob rigorosa guarda policial até o início da votação, marcado para este domingo. Do total de urnas em trânsito, cerca de 499 mil são efetivamente necessárias para receber os votos dos eleitores, enquanto outras quase 65 mil ficam reservadas como equipamentos de contingência para eventuais substituições em caso de necessidade técnica. Considerando a imensa complexidade e a grandiosidade da operação logística, os tribunais estabeleceram parcerias estratégicas com diversas instituições públicas para assegurar a entrega pontual dos equipamentos. No Rio de Janeiro, por exemplo, a operação contou com o apoio criativo de ônibus escolares para o transporte de parte das urnas, além da mobilização de profissionais da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), que foram escalados para auxiliar na movimentação e na logística da carga. Dentro de cada colégio eleitoral e local de votação, servidores da justiça eleitoral e voluntários convocados trabalham intensamente na preparação das seções. As equipes organizam os espaços físicos para garantir o fluxo adequado de circulação dos eleitores e afixam materiais informativos essenciais para orientar o público durante o dia da votação. Paralelamente à movimentação física dos equipamentos, os tribunais realizaram as tradicionais cerimônias de emissão da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização, seguindo o mesmo protocolo adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O procedimento oficial tem como objetivo comprovar tecnicamente que nenhum voto foi previamente registrado no banco de dados que fará a totalização dos resultados. A mesma checagem de transparência deve ser repetida antes do início da votação pelos voluntários que atuarão nas mesas receptoras. Eles serão responsáveis por emitir a zerésima de cada urna eletrônica, atestando publicamente que os aparelhos não contêm nenhum registro de voto anterior. Com essas etapas, a justiça eleitoral busca reforçar a confiabilidade de que o resultado apurado ao final do dia corresponderá fielmente à vontade manifestada pelos eleitores nas urnas. O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, destacou que os procedimentos realizados neste sábado representam mais uma prova pública e verificável de que o voto de cada cidadão será recebido, registrado e contado exatamente como foi manifestado. Segundo o magistrado, a eleição não se resume ao momento em que o eleitor aperta a tecla confirma, mas começa muito antes, desde a preparação dos sistemas, passando pela carga e lacração das urnas, até a fiscalização permanente exercida por partidos políticos e instituições. Como parte das medidas de segurança e transparência, os tribunais também realizaram o sorteio das urnas que serão auditadas durante o domingo de votação. Uma parte desses equipamentos passará por testes de autenticidade, em que juízes eleitorais verificarão diretamente nas próprias seções se os softwares e programas instalados são exatamente os mesmos desenvolvidos, lacrados e assinados digitalmente pelo TSE. Outra parcela das urnas sorteadas passará por auditorias rigorosas de integridade. Esses equipamentos serão recolhidos das seções antes do início da votação e transportados para locais seguros e acessíveis à população, a exemplo do Tribunal de Justiça e da sede da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Nesses locais públicos, fiscais convidados depositam votos escritos em papel em uma urna comum e, na sequência, registram os mesmos votos na urna eletrônica, permitindo que o resultado dos dois métodos seja rigorosamente comparado. O presidente do TRE-RJ garantiu que o procedimento demonstra de forma simples e decisiva que a urna eletrônica registra fielmente aquilo que nela é digitado. Ao reforçar a confiança no sistema eletrônico de votação, o magistrado pontuou que essa segurança decorre do elevado grau de auditabilidade de todo o processo, passível de verificação antes, durante e depois da votação.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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