Hóspede que vendeu móveis de Airbnb em SC também é investigada por golpes contra a mãe, diz polícia Suspeita de retirar geladeira, TV, camas e outros itens de uma casa alugada em Balneário Rincão, mulher utilizou própria identidade na plataforma, mas agora é alvo de apurações por fraudes familiares e receptação. Uma hóspede de uma plataforma de aluguel por temporada suspeita de desmontar e vender móveis de uma casa de praia em Balneário Rincão, no Sul de Santa Catarina, também é investigada pela Polícia Civil por aplicar golpes financeiros contra a própria família. O caso, que causou prejuízo estimado em R$ 17 mil ao proprietário do imóvel, ganhou novos desdobramentos após a identificação de empréstimos fraudulentos feitos em nome da mãe da investigada. De acordo com o delegado Márcio Neves, responsável pelas investigações em Criciúma, a mulher, cuja identidade não foi divulgada pelas autoridades, causou um prejuízo considerável à mãe por meio das fraudes bancárias, cujos valores exatos não foram tornados públicos. A Polícia Civil informou que busca localizar a suspeita para que ela compareça à delegacia e preste depoimento voluntário, ressaltando que, até o momento, não houve representação por pedido de prisão preventiva. Esta é a primeira vez que a mulher entra na mira das autoridades por crimes relacionados especificamente a plataformas de hospedagem. O esquema na casa de praia veio à tona após uma reserva feita para a manhã de 23 de setembro. Na ocasião, a suspeita apresentou-se ao proprietário do imóvel, que também preferiu preservar a identidade, como sendo enfermeira de um hospital da região. No dia seguinte ao check-in, a mulher entrou em contato para consultar o horário limite de permanência. Informada de que a saída deveria ocorrer até as 13h, ela respondeu que deixaria a residência ao meio-dia. No entanto, após o horário combinado, o dono compareceu ao local para realizar a organização do espaço e percebeu a ausência de diversos bens. Como não obteve resposta aos chamados, ele ingressou na residência e constatou o sumiço dos móveis. Vizinhos relataram ter visto um caminhão de mudanças no local e repassaram uma foto do veículo ao proprietário. Para evitar suspeitas durante a retirada dos itens, a investigada teria afirmado aos moradores da redondeza que havia comprado o imóvel e que agora era a nova proprietária. Entre os itens levados da residência e comercializados por apenas R$ 3,8 mil — valor muito abaixo da avaliação de mercado — estavam duas camas box, quatro mesas de cabeceira, um sofá, três banquetas, um balcão de banheiro, uma televisão de 32 polegadas, uma máquina lava e seca e uma geladeira. A identificação da suspeita e a recuperação parcial dos bens ocorreram após o proprietário localizar uma postagem em rede social de uma loja de móveis usados, pertencente a um parente do dono do caminhão de mudanças. A investigação policial avançou rapidamente após a constatação de um pagamento via PIX no valor de R$ 3,8 mil realizado por um funcionário da loja de usados para uma conta bancária vinculada à investigada. O delegado Márcio Neves destacou que a mulher utilizou os próprios dados cadastrais na plataforma de aluguel por temporada, o que facilitou o trabalho de rastreio pelas autoridades. O homem que adquiriu os móveis foi autuado por receptação culposa, modalidade que ocorre quando não há a intenção dolosa de comprar um produto de origem ilícita. Por meio de nota, o Airbnb informou que a conta da hóspede foi suspensa enquanto o episódio é apurado internamente. A empresa destacou que todas as reservas realizadas na plataforma contam com a Proteção contra Danos ao Anfitrião, mecanismo que cobre prejuízos materiais em até 3 milhões de dólares para casos raros de furtos ou danos durante as estadias. Além disso, a companhia colocou uma equipe especializada à disposição das autoridades públicas para apoiar o andamento das investigações.
Fonte: G1 Santa Catarina







