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Naufragado no fundo de porto há 133 anos, ‘Titanic de SC’ tem 67 metros e retirada vai custar R$ 23 milhões

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Naufragado no fundo de porto há 133 anos, ‘Titanic de SC’ tem 67 metros e retirada vai custar R$ 23 milhões

Resgate do navio Pallas em Itajaí: naufrágio histórico de 133 anos tem plano de remoção de R$ 23 milhões Conhecido como o ‘Titanic de SC’, o navio Pallas repousa no fundo de um porto catarinense e aguarda liberação dos órgãos competentes para uma complexa operação de retirada. A história marítima de Santa Catarina pode estar prestes a ganhar um novo capítulo com o avanço dos debates em torno de um dos seus naufrágios mais emblemáticos. Uma proposta detalhada para a remoção do navio Pallas, embarcação que permanece submersa há 133 anos, foi formalmente entregue à administração do Porto de Itajaí. O projeto, que ambiciona solucionar um problema histórico de navegação e infraestrutura portuária, traz cifras expressivas: a operação estimada para retirar os restos da embarcação do fundo do canal de acesso deve custar cerca de R$ 23 milhões. Apesar da entrega da proposta e do avanço na discussão técnica sobre o futuro dos destroços, a execução do projeto ainda não é definitiva. O plano de salvatagem e limpeza da área está condicionado à análise e à aprovação formal dos órgãos competentes responsáveis pela fiscalização ambiental, patrimonial e de segurança da navegação. Enquanto isso, o navio Pallas continua ocupando seu espaço silencioso no leito marinho, carregando a alcunha popular de ‘Titanic de SC’ devido à sua imponência histórica e ao fascínio que exerce sobre pesquisadores, historiadores e entusiastas da arqueologia subaquática catarinense. A permanência de uma estrutura metálica e de madeira de grande porte no fundo de uma área portuária tão movimentada quanto o complexo de Itajaí gera desafios logísticos e operacionais contínuos ao longo das décadas. A proposta apresentada recentemente ao Porto de Itajaí representa uma tentativa concreta de endereçar essa questão de longa data, viabilizando a desobstrução completa do trecho e permitindo maior segurança para as manobras de navios de grande porte que circulam diariamente pela região portuária catarinense. Contudo, retirar uma estrutura com mais de um século de submersão não é uma tarefa simples. O plano orçado em R$ 23 milhões envolve engenharia naval avançada, estudos minuciosos de impacto e técnicas delicadas de içamento e desmonte subaquático, justamente para preservar o entorno ecológico e eventuais artefatos de valor histórico que ainda possam estar associados ao naufrágio do Pallas. O montante financeiro reflete a complexidade técnica exigida para operar em um ambiente subaquático de alta circulação comercial, onde qualquer erro pode paralisar temporariamente as atividades econômicas do porto. Com 67 metros de comprimento, a embarcação detém proporções consideráveis para os padrões da época em que afundou, o que justifica o gigantismo da operação e o alto custo estipulado pelas empresas e equipes técnicas responsáveis pelo planejamento do projeto. O tamanho do Pallas é um dos principais fatores que tornam a sua presença no fundo do porto um tema recorrente nas discussões sobre a infraestrutura náutica do litoral de Santa Catarina. O navio não é apenas um marco histórico, mas também um obstáculo físico substancial que demanda atenção especializada. A tramitação do processo no Porto de Itajaí agora entra em uma fase crucial de análises técnicas. Os órgãos responsáveis devem avaliar minuciosamente todos os aspectos do projeto de remoção antes de emitirem qualquer licença ou autorização para o início dos trabalhos. Esta etapa envolve checar a viabilidade ambiental da operação, os métodos que serão empregados para evitar a dispersão de resíduos na água, o impacto no tráfego de navios comerciais e a destinação correta que será dada aos materiais recuperados após 133 anos submersos nas águas catarinenses. Enquanto a proposta é avaliada pelas autoridades competentes, a comunidade marítima e os defensores do patrimônio histórico local acompanham de perto os desdobramentos. O desfecho dessa iniciativa poderá colocar um ponto final na história de mais de um século do naufrágio do Pallas no fundo do porto, transformando uma antiga lembrança trágica da navegação em uma bem-sucedida operação de engenharia e resgate cultural em Santa Catarina.

Fonte: Polícia SC

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