Criciúma aposta em estreia de Umberto Louzer no clássico contra o Avaí para virar a chave na Série B Pressionado por cinco derrotas nos últimos seis jogos, Tricolor Carvoeiro tenta retomar o caminho das vitórias no Heriberto Hülse sob novo comando e com discurso de união geral O Criciúma entra em campo neste domingo, dia 27, às 11 horas, diante do Avaí, no estádio Heriberto Hülse, para disputar muito mais do que os três pontos da 30ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Para o Tricolor Carvoeiro, o tradicional clássico estadual representa o marco inicial de uma necessária virada de chave após dias de forte turbulência interna e esportiva. O confronto marca a estreia oficial do técnico Umberto Louzer no comando carvoeiro. Anunciado pela diretoria na noite da última quarta-feira, o treinador realizou seu primeiro trabalho em campo com o elenco na tarde de quinta-feira e já encara de imediato uma das partidas mais pesadas do calendário regional. A mudança na comissão técnica foi o desfecho de um período delicado. A derrota sofrida dentro de casa para o Operário (PR) acentuou uma trajetória preocupante: nos seis compromissos mais recentes pela competição nacional, o Criciúma saiu de campo derrotado em cinco oportunidades. A sequência culminou no encerramento do ciclo de Eduardo Baptista e na rápida busca por Louzer para gerenciar as rodadas decisivas que restam. Ao assumir o posto, Louzer deixou claro que o momento exige alinhamento total entre todas as frentes da agremiação para que o grande objetivo do ano, o acesso à Série A, não escape. O comandante tratou o reencontro com a torcida como essencial e destacou a recepção recebida no Centro de Treinamento. Em suas primeiras manifestações, o novo técnico ressaltou a gratidão ao presidente e ao corpo diretivo pela oportunidade, pontuando que o campeonato entra em uma fase onde nenhum erro pode ser tolerado. Segundo Louzer, a sustentação do Criciúma depende de todos os seus pilares funcionando juntos. O treinador destacou a necessidade de o corpo diretivo, a comissão técnica, o estafe, os atletas e, em especial, os torcedores — definidos por ele como o maior patrimônio do clube — caminharem em uma mesma sintonia e com o mesmo propósito até o encerramento da temporada. O impacto da troca de comando já pôde ser sentido no ambiente de trabalho. Na tarde de quinta-feira, durante entrevista coletiva, o volante Jean Irmer demonstrou uma postura bastante diferente do clima de abatimento que vinha dominando os bastidores carvoeiros nas últimas partidas. Com um tom confiante, o meio-campista observou que o clube vivencia o início de uma nova fase. Segundo Jean, o dia ensolarado e de céu aberto refletia a entrada de um novo tempo internamente. Ele salientou que momentos de transição demandam respostas de todos: os jogadores precisam entender seus papéis, os funcionários conhecem suas obrigações e os torcedores recebem uma nova oportunidade para abraçar a equipe na arquibancada diante da perspectiva de renovação. O jogador também frisou que a cidade de Criciúma tem uma ligação intensa e profunda com o futebol, o que impede qualquer atleta de encarar as partidas e a rotina do clube como algo comum ou protocolar. Durante a conversa com os jornalistas, Jean fez questão de reconhecer o desgaste enfrentado pela diretoria ao longo da semana para definir a rota a ser seguida. Ele revelou ter percebido o desânimo dos dirigentes na entrevista coletiva concedida na quarta-feira, explicando que os gestores passaram a noite em claro buscando solucionar uma crise inesperada. O volante enfatizou a dificuldade do trabalho dos executivos, que precisavam não apenas administrar os impactos das derrotas recentes, mas também planejar o futuro imediato diante das nove rodadas decisivas que o time tem pela frente. Para o volante, o processo de escolha exigia um perfil assertivo, capaz de compreender o momento psicológico, entender as características do grupo disponível e extrair o rendimento máximo de cada peça, além de contar com boa aceitação dos torcedores. Diante desse cenário, Jean aprovou a contratação de Umberto Louzer e revelou que o elenco precisou colocar a mão na consciência após uma quarta-feira exaustiva para reavaliar posturas e identificar o que precisa ser feito de maneira diferente. Na avaliação do experiente meio-campista, a queda brusca de rendimento da equipe após o primeiro turno esteve ligada à perda de competitividade. Ele pontuou que, após atingir a marca de 39 pontos na tabela, o grupo pode ter sofrido com o que chamou de “síndrome da barriga cheia”, sob a falsa impressão de que a situação estava resolvida e que os resultados viriam naturalmente no segundo turno. A expectativa interna é de que Louzer consiga restabelecer a fome de vitórias no elenco. Outro ponto levantado por Jean foi a influência direta do aspecto emocional nas falhas técnicas recentes. De acordo com o atleta, a ausência continuada de vitórias eleva o nível de ansiedade coletiva para resolver os jogos. Esse estado psicológico afeta diretamente tomadas de decisão simples, gerando pressa excessiva e alterando a precisão de um domínio de bola ou o gesto mecânico de uma finalização. Para o clássico deste domingo, a expectativa de escalação do Criciúma desenha uma formação com Airton na meta, protegido por uma linha de defesa formada por Marcinho na lateral direita, Rodrigo e Luciano Castán na zaga central, e Hiago no lado esquerdo. O meio de campo tende a ser preenchido por Jean Irmer, Ronald e Fellipe Mateus. No setor ofensivo, a trinca de ataque projetada conta com Diego Gonçalves, Nicolas e Jhonata Robert. Pelo lado do Avaí, comandado pelo técnico Allan Aal, a equipe deve ir a campo no Majestoso com Bruno Ferreira no gol; Wallison, Allyson, Jefferson e Reynaldo na linha defensiva; Paulo Vitor, Zé Ricardo, Daniel Penha e Jean Lucas compondo a meia-cancha; além de Rildo e Caio Suassuna responsáveis pelas investidas de ataque. A Confederação Brasileira de Futebol escalou uma equipe de arbitragem do Rio de Janeiro para conduzir o confronto. O árbitro principal será Bruno Arleu de Araújo, auxiliado pelos assistentes Carlos Henrique Alves de Lima Filho e Carlos Henrique Cardoso de Souza. Os trabalhos do árbitro de vídeo (VAR) ficarão sob a responsabilidade de Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, de Minas Gerais, com apoio dos assistentes Helen Aparecida Gonçalves Silva Araújo (MG) e Reglidênia de Holanda Moura.
Fonte: TNSul







