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Presidente do Flamengo prevê perda de R$ 430 milhões com proibição das bets e faz alerta: ‘Impactos desastrosos’

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Presidente do Flamengo prevê perda de R$ 430 milhões com proibição das bets e faz alerta: ‘Impactos desastrosos’

Proibição das apostas esportivas pode custar R$ 430 milhões ao Flamengo e R$ 2,5 bilhões aos clubes brasileiros, alerta Bap Mandatário rubro-negro prevê reflexos imediatos a partir de 2027 e classifica como desastrosos os efeitos financeiros de um eventual veto ao setor no futebol nacional Uma eventual proibição das empresas de apostas esportivas no Brasil pode provocar um abalo de grandes proporções nas finanças do futebol nacional. O alerta foi emitido pelo presidente do Flamengo, Bap, que traçou um panorama preocupante sobre o equilíbrio orçamentário das agremiações esportivas caso o setor seja impedido de operar ou patrocinar entidades esportivas no país. De acordo com as projeções apresentadas pelo dirigente rubro-negro, o próprio Flamengo enfrentaria um prejuízo direto estimado em R$ 430 milhões. O valor evidencia o peso expressivo que os contratos firmados com o segmento de apostas representam dentro da estrutura de arrecadação do clube carioca. Contudo, a preocupação externada pelo mandatário não se restringe à realidade da equipe da Gávea. Bap expandiu a análise para o cenário esportivo brasileiro como um todo e estimou que os clubes de futebol do país deixariam de movimentar cerca de R$ 2,5 bilhões com o fim dessa fonte de recursos. Ao classificar a possibilidade de restrição como uma medida de “impactos desastrosos”, o dirigente colocou em evidência a dependência financeira gerada em torno desses aportes. Segundo a manifestação de Bap, a ruptura não seria gradual, mas provocaria um abalo de proporções imediatas logo no início do ciclo de 2027. O horizonte temporal apontado para 2027 ressalta a complexidade do planejamento das diretorias esportivas. Contratos de patrocínio, planejamento orçamentário de médio e longo prazo e investimentos estruturais das equipes costumam ser balizados por receitas previamente acertadas. Caso ocorra a interrupção prevista, a equação financeira precisará ser completamente revista em um curto espaço de tempo. A cifra de R$ 2,5 bilhões projetada para o conjunto dos clubes nacionais ilustra o tamanho da lacuna que precisaria ser preenchida caso a proibição das bets se concretize. Sem esse montante circulando no ecossistema da modalidade, o poder de investimento, a manutenção de folhas de pagamento e a sustentabilidade de diversos projetos esportivos ficariam diretamente comprometidos. No caso do Flamengo, a perda estimada de R$ 430 milhões representaria um recuo substancial na capacidade orçamentária de uma instituição que se estabeleceu nos últimos anos como referência de faturamento e estabilidade administrativa no país. A sinalização de Bap serve como um aviso contundente aos agentes envolvidos na regulamentação e no debate sobre o futuro do setor. Com a iminência de transformações regulatórias, o posicionamento do presidente flamenguista abre o debate sobre os limites e as salvaguardas necessárias para preservar a saúde financeira do futebol brasileiro. A discussão coloca em lados opostos a necessidade de controle das atividades de apostas e a manutenção da principal linha de receitas comerciais dos grandes clubes nacionais.

Fonte: Economia SC

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