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Amiga que atuou como vigia e dupla que esfaqueou homem de 52 anos em casa são condenadas a mais de 83 anos de prisão por latrocínio em SC

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Amiga que atuou como vigia e dupla que esfaqueou homem de 52 anos em casa são condenadas a mais de 83 anos de prisão por latrocínio em SC

Justiça condena mulher e comparsas a mais de 83 anos de prisão após latrocínio de morador em Criciúma Vítima de 52 anos foi esfaqueada e morta dentro de casa após ter rotina e bens repassados por amiga, que atuou como vigia durante o assalto A Justiça de Santa Catarina sentenciou a mais de 83 anos de prisão, de forma somada, três pessoas envolvidas no latrocínio de um homem de 52 anos no município de Criciúma, no Sul catarinense. O crime, marcado pela quebra de confiança e pela violência extrema, mobilizou as autoridades locais diante da forma articulada como a ação criminosa foi planejada e executada no interior da residência da vítima. Entre os condenados está uma mulher considerada amiga da vítima, apontada nas apurações como peça-chave para o desfecho trágico da ocorrência. De acordo com as informações do processo, ela utilizou a proximidade e a relação de confiança que mantinha com o morador para levantar detalhes sobre a situação financeira e os bens dele, repassando essas informações estratégicas aos demais comparsas para viabilizar o assalto. No dia do crime, a mulher desempenhou uma função estratégica na execução do plano criminoso: permaneceu do lado de fora do imóvel, atuando diretamente como vigia. A tarefa da comparsa era monitorar qualquer movimentação suspeita na rua e garantir cobertura para que os dois homens pudessem agir sem interrupções ou risco imediato de flagrante policial. Enquanto a comparsa realizava a vigilância externa, a dupla de homens invadiu a residência do morador de 52 anos. Dentro do imóvel, o plano de subtrair o patrimônio da vítima evoluiu para um ataque violento. O proprietário da casa foi atacado com golpes de faca, não resistiu à gravidade das lesões provocadas pelo esfaqueamento e teve a morte confirmada no local. A configuração de latrocínio — o crime de roubo com resultado morte — reflete a extrema gravidade da conduta dos envolvidos. Na legislação brasileira, o crime é tratado com rigor severo pelo Código Penal, uma vez que a violência empregada no intuito de subtrair bens materiais atinge o bem jurídico mais relevante, que é a vida humana. O julgamento do caso levou em consideração a divisão de tarefas entre os três participantes. No entendimento judicial aplicado a ocorrências dessa natureza, quem planeja a ação, fornece informações privilegiadas e atua no monitoramento do ambiente responde pela totalidade do resultado, assumindo plenamente o risco do desfecho fatal, da mesma forma que os executores diretos que desferem os golpes. Com as condenações que juntas superam 83 anos de reclusão, os envolvidos deverão cumprir pena em regime fechado. A decisão judicial encerra a etapa penal em primeira instância, estabelecendo uma resposta dura para o caso de traição e brutalidade que tirou a vida do morador em Criciúma.

Fonte: Criciúma

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